Bolsa Família de outubro paga mínimo de R$ 691: veja datas por NIS

Por Amigo Rico

16 de outubro de 2026

A Caixa começa a pagar o Bolsa Família de outubro na segunda-feira, 19 de outubro de 2026, para quem tem NIS terminado em 1, e encerra o calendário em 30 de outubro, com o final 0. É a primeira folha com o reajuste de 15,04% definido pelo Decreto nº 13.120, que eleva o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691.

Na prática, a maioria das famílias vai ver um depósito maior e precisa saber o dia certo de sacar e o que fazer se o dinheiro não aparecer.

Em resumo: o pagamento de outubro vai de 19 a 30/10, conforme o último dígito do NIS. O mínimo por família sobe para R$ 691 e os adicionais também aumentam: R$ 164 por integrante, R$ 173 por criança até 6 anos e R$ 58 para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes. Confira o valor no app Bolsa Família ou no Caixa Tem antes de ir ao banco e, se houver bloqueio, procure o CRAS do seu município.

 

Qual é o seu dia de receber em outubro

Olhe o último número do NIS, antes do traço. É ele que define a data. Os pagamentos seguem os dias úteis:

Final do NISData do pagamento
119 de outubro (segunda-feira)
220 de outubro (terça-feira)
321 de outubro (quarta-feira)
422 de outubro (quinta-feira)
523 de outubro (sexta-feira)
626 de outubro (segunda-feira)
727 de outubro (terça-feira)
828 de outubro (quarta-feira)
929 de outubro (quinta-feira)
030 de outubro (sexta-feira)

O dinheiro cai na conta a partir da data indicada e não precisa ser sacado no mesmo dia. Quem recebe pela poupança social digital pode usar o valor pelo Caixa Tem, com Pix ou cartão de débito virtual, sem ir à agência.

 

Quanto cada parcela passou a valer com o reajuste

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o índice de 15,04% corresponde à inflação medida pelo INPC de março de 2023 a agosto de 2026. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial em 17 de setembro de 2026, com efeito financeiro a partir de 1º de outubro, conforme a Agência Brasil.

ParcelaPara quemAntesA partir de outubro
Renda de CidadaniaCada integrante da famíliaR$ 142R$ 164
Valor mínimo garantidoPor família (o Benefício Complementar completa a diferença)R$ 600R$ 691
Primeira InfânciaCada criança de 0 a 6 anosR$ 150R$ 173
Variável FamiliarGestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anosR$ 50R$ 58
Benefício médio (estimativa do governo)Média por famíliaR$ 675R$ 777

A atualização está prevista na Lei nº 14.601/2023, que permite correções em intervalos de até 24 meses e proíbe reduzir os valores.

Cédulas de real iluminadas pela luz do sol sobre uma superfície
O reajuste de 15,04% vale a partir da folha de outubro. Imagem ilustrativa. Foto: Ivo Brasil / Pexels

 
 

Simulação: o que muda no depósito de uma família de quatro pessoas

Pense numa família com mãe, pai, uma filha de 3 anos e um filho de 9 anos, com renda dentro do limite do programa. A conta, pelas regras do MDS, fica assim:

  • Renda de Cidadania: 4 x R$ 164 = R$ 656. Como é menos que o mínimo, o Benefício Complementar acrescenta R$ 35 e a base chega a R$ 691.
  • Primeira Infância pela filha de 3 anos: R$ 173.
  • Variável Familiar pelo filho de 9 anos: R$ 58.

Total em outubro: R$ 922. Na mesma composição, a família recebia R$ 800 (base de R$ 600, mais R$ 150 e R$ 50). A diferença é de R$ 122 por mês.

O valor exato da sua família pode ser diferente, porque depende de quantas pessoas estão no Cadastro Único, das idades, de gestação ou amamentação e de eventuais descontos pela regra de proteção. Por isso, a conferência no aplicativo é o passo mais seguro.

 

Onde conferir o valor antes de ir ao banco

  1. App Bolsa Família: entre com CPF e senha. A data e o valor aparecem na tela inicial. O calendário de pagamentos pode ser consultado mesmo sem login.
  2. Caixa Tem: faça login e toque na opção do Bolsa Família para ver o extrato e as mensagens sobre o benefício.
  3. Telefone 111: canal da Caixa para assuntos do Bolsa Família, com atendimento eletrônico.
  4. Disque Social 121: central do MDS para dúvidas sobre regras do programa e do Cadastro Único.
  5. CRAS: o Centro de Referência de Assistência Social do seu município resolve cadastro, bloqueios e recursos. Leve documento com foto e CPF de todos da família.

A Caixa e o MDS não pedem senha, código de verificação ou pagamento de taxa para liberar o Bolsa Família. Mensagem que pede isso por SMS ou WhatsApp é golpe.

 

Benefício bloqueado: o que costuma travar e como destravar

Se o extrato mostrar bloqueio ou o valor vier menor, a causa quase sempre está em um destes pontos:

  • Cadastro Único desatualizado: o cadastro precisa ser atualizado pelo menos a cada 24 meses ou sempre que mudar endereço, renda ou composição da família.
  • Frequência escolar abaixo do mínimo: 60% para crianças de 4 a 6 anos incompletos e 75% para quem tem de 6 a 18 anos incompletos e não concluiu a educação básica.
  • Vacinação e acompanhamento nutricional de crianças menores de 7 anos fora do calendário do Ministério da Saúde.
  • Pré-natal de gestantes sem o acompanhamento previsto.
  • Renda por pessoa acima de R$ 218, limite de entrada que não mudou com o reajuste.
  • Divergência entre o que foi declarado e dados de outros cadastros do governo.

Pelas regras do Bolsa Família, o descumprimento das condicionalidades segue uma escada. Primeiro vem a advertência, só um aviso no extrato. Depois o bloqueio por um mês, com o valor liberado no mês seguinte junto com a nova parcela. Em caso de repetição, a suspensão por dois meses, sem geração de parcelas, e, por fim, o cancelamento.

Para sair do bloqueio, procure o setor do Bolsa Família ou do Cadastro Único da prefeitura, atualize os dados e, se a falta tiver justificativa (doença, por exemplo), apresente recurso dentro do prazo do município. Se o recurso for aceito, as parcelas podem ser pagas de forma retroativa.

Lápis coloridos em porta-lápis ao lado de caderno, borracha e uma maçã vermelha
A frequência escolar é uma das condições para manter o benefício. Imagem ilustrativa. Foto: Skyler Ewing / Pexels

 
 

Arrumou emprego ou a renda subiu: o que acontece com o benefício

A família não perde tudo de uma vez. Pela regra de proteção em vigor desde junho de 2025, quem passa do limite de R$ 218 por pessoa pode continuar recebendo 50% do valor por até 12 meses, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706, segundo o governo. Para famílias com renda estável de aposentadoria, pensão ou BPC-Idoso, o prazo é menor.

O ponto que mais gera problema é deixar de informar a mudança. Atualizar o Cadastro Único quando a renda sobe é o que garante a entrada na regra de proteção, em vez de um bloqueio por divergência mais adiante. Se a renda cair de novo, a família pode voltar com prioridade dentro do prazo de retorno garantido. Para quem também recebe ou pede BPC, vale ler BPC/LOAS: quais rendas e despesas pesam na análise do benefício?

 

O que observar até o fim de outubro

Se o seu NIS termina em 1 a 5, o dinheiro sai entre 19 e 23 de outubro; confira o extrato no próprio dia e compare com a simulação acima. Se termina em 6 a 0, o pagamento fica para 26 a 30 de outubro.

Se o valor vier menor do que o esperado, veja primeiro as mensagens do app antes de ir ao CRAS: muitas vezes o motivo aparece ali. Se aparecer bloqueio, não espere o mês seguinte para agir, porque a repetição leva à suspensão.

Se alguém da família trabalhou com carteira em 2025, também pode ter direito a outro pagamento federal: confira Lote complementar do abono salarial: quem recebe e como consultar. Em dúvidas sobre a situação específica da sua família, a orientação oficial vem do CRAS ou do Disque Social 121.

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