Crédito do Trabalhador amplia acesso a financiamentos e supera R$ 101 bilhões em empréstimos

Por Amigo Rico

13 de fevereiro de 2026

Programa amplia inclusão financeira, beneficia milhões de empregados formais e se consolida como alternativa com juros menores e condições mais acessíveis

O programa Crédito do Trabalhador ultrapassou a marca de R$ 101 bilhões em empréstimos concedidos desde seu lançamento, em março de 2025. A iniciativa já alcança mais de 8,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada e acumula mais de 17 milhões de contratos firmados, apresentando-se como uma das principais alternativas de financiamento para a população empregada formalmente.

Os dados mais recentes indicam que o valor médio dos empréstimos liberados gira em torno de R$ 11,8 mil, enquanto as parcelas mensais ficam próximas de R$ 245. A taxa média de juros aplicada ao programa está na casa de 3,2% ao mês, considerada inferior a diversas linhas de crédito tradicionais disponíveis no mercado brasileiro.

A expansão do programa ocorreu de forma acelerada ao longo de 2025. No segundo semestre daquele ano, o volume liberado praticamente dobrou em um curto intervalo, evidenciando o aumento da procura e a adesão crescente dos trabalhadores ao modelo.

 

Inclusão financeira e acesso a condições mais vantajosas

A iniciativa vem sendo apontada como um instrumento importante para ampliar o acesso ao crédito entre trabalhadores de menor renda. Avaliações oficiais destacam que boa parte dos contratos foi firmada por pessoas que recebem até quatro salários mínimos, grupo que enfrenta maiores obstáculos para obter empréstimos com taxas reduzidas.

O crescimento do programa também está associado à substituição de dívidas mais caras por opções com encargos menores. Muitos trabalhadores têm recorrido ao financiamento para quitar compromissos assumidos em modalidades conhecidas por apresentar juros elevados, o que contribui para o equilíbrio financeiro das famílias e reduz o risco de inadimplência.

O acompanhamento constante das taxas aplicadas pelas instituições financeiras é considerado um dos pilares do projeto. Autoridades responsáveis pela política afirmam que a intenção é manter o crédito acessível e competitivo, evitando que custos excessivos comprometam os benefícios da iniciativa.

 

Funcionamento e regras da modalidade

O modelo conhecido como consignado privado é uma linha de crédito destinada a trabalhadores com carteira assinada na qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, o que reduz o risco para as instituições financeiras e permite a aplicação de juros menores em comparação a outras opções de financiamento.

Pelas regras do programa, o valor da prestação mensal não pode ultrapassar 35% do salário do trabalhador. Além disso, o contrato prevê garantias ao vínculo empregatício, incluindo parte da multa rescisória e uma fração do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

A contratação pode ser realizada por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou com instituições financeiras autorizadas, ampliando as possibilidades de acesso ao serviço e facilitando o processo para o trabalhador.

 

Crescimento contínuo e expectativas para os próximos anos

O Brasil possui mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que representa um amplo potencial de expansão para o programa. A projeção do governo é que, dentro de quatro anos, cerca de 25 milhões de pessoas estejam utilizando essa modalidade de crédito.

A ampliação do alcance é vista como uma estratégia para reduzir a dependência de linhas de financiamento consideradas mais onerosas e estimular o planejamento financeiro entre os trabalhadores. Especialistas avaliam que o crescimento do Crédito do Trabalhador pode contribuir para fortalecer o consumo e gerar impactos positivos na economia, especialmente em períodos de maior restrição ao crédito tradicional.

Leia também: