Lote residual do IR 2026: como consultar e quando o dinheiro cai

Por Amigo Rico

24 de outubro de 2026

Quem entregou a declaração do Imposto de Renda 2026 depois do prazo, ou teve a declaração presa na malha fina e já resolveu a pendência, pode estar no lote residual de restituição que a Receita Federal liberou para consulta em 23 de outubro de 2026. São 184.442 contribuintes e R$ 531,6 milhões, com crédito previsto ao longo de 30 de outubro de 2026.

O essencial: a consulta fica em Meu Imposto de Renda, no site ou no aplicativo da Receita, e pede conta gov.br prata ou ouro. Se o seu CPF aparecer no lote, o valor cai na conta indicada na declaração. Se não aparecer, o extrato do e-CAC mostra o que ainda segura o processamento.

Segundo a nota da Receita Federal sobre o lote residual, o pagamento inclui declarações deste ano transmitidas fora do prazo, declarações com pendências já solucionadas e restituições atrasadas de exercícios anteriores.

 

Quem foi incluído no lote de outubro

Dos R$ 531,6 milhões, R$ 293,4 milhões vão para quem tem prioridade legal. A divisão por grupo, conforme a Receita, ficou assim:

GrupoRestituições no lote
Idosos acima de 80 anos5.424
Pessoas de 60 a 79 anos27.948
Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave4.047
Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério8.827
Sem prioridade legal, mas que usaram a declaração pré-preenchida e/ou escolheram receber por Pix121.531
Demais contribuintes não prioritários16.665

Repare na penúltima linha: a maior fatia do lote não é de idosos nem de professores. São pessoas sem prioridade em lei que ganharam a vez porque usaram a declaração pré-preenchida ou cadastraram uma chave Pix para receber. Quem fez a declaração do zero e informou conta bancária comum fica atrás na fila.

Cédula de 20 reais apoiada sobre uma mesa
Valor da restituição é depositado somente em conta do titular da declaração. Imagem ilustrativa. Foto: Oleg Yunakov / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

 
 

Antes de abrir a consulta, tenha em mãos

O serviço Meu Imposto de Renda só abre para quem tem conta gov.br com selo prata ou ouro, de acordo com orientação da própria Receita. Com o nível bronze, você não passa da tela de entrada. Por isso, vale conferir o nível da conta antes de qualquer coisa.

  • CPF e senha da conta gov.br com selo prata ou ouro;
  • número do recibo da declaração de 2026 (aparece no arquivo gerado na entrega);
  • dados da conta bancária ou da chave Pix informados na declaração, para conferir se estão corretos;
  • celular com o aplicativo da Receita Federal instalado, se preferir consultar pelo telefone.

 

Passo a passo da consulta no site

  1. Acesse o portal da Receita Federal em gov.br/receitafederal.
  2. Clique em Meu Imposto de Renda e entre com a conta gov.br.
  3. Escolha Consultar minha restituição.
  4. Veja o resultado na consulta simplificada. Para detalhes, abra a consulta completa, que leva ao extrato de processamento no e-CAC.

 

E pelo celular?

O aplicativo da Receita Federal, disponível para Android e iOS, mostra se a restituição foi liberada e também a situação cadastral do CPF. O caminho é o mesmo: login com gov.br e a opção de consulta da restituição.

 

Onde a consulta costuma travar

Se o seu nome não está no lote, a resposta quase sempre está no extrato do e-CAC. Quando a declaração continua retida, ela aparece com a indicação “Com Pendência” em Meu Imposto de Renda. Ao clicar nesse aviso, o sistema mostra o motivo da retenção e as orientações para corrigir.

Havendo erro, a saída é enviar uma declaração retificadora, sem precisar ir a uma unidade da Receita. Entre os deslizes mais comuns listados pelo órgão no Projeto Cartas 2026 estão esquecer rendimentos do dependente, errar o ano ou o valor de despesa médica e lançar plano VGBL como dedução.

Se você recebeu a carta da Receita em outubro de 2026, o roteiro de correção está em Receita envia cartas sobre malha fina: veja como regularizar. Depois de corrigir, a restituição volta para a fila e entra em um dos próximos lotes residuais.

 

O crédito não apareceu em 30 de outubro

O depósito só é feito em conta de titularidade do próprio contribuinte. Se o banco, a agência ou o número informado estiver errado, ou se a conta tiver algum problema, o sistema barra o pagamento. Nesse caso, o dinheiro não se perde: fica disponível para reagendamento no Banco do Brasil por até um ano após a primeira tentativa.

  1. Separe o valor exato da restituição e o número do recibo da declaração.
  2. Peça o reagendamento no portal do BB (bb.com.br/irpf) ou pela Central de Relacionamento: 4004-0001 nas capitais, 0800-729-0001 nas demais localidades e 0800-729-0088 para pessoas com deficiência auditiva.
  3. Aguarde a nova tentativa de crédito na conta indicada.

Passado um ano sem resgate, o pedido muda de lugar. Ele passa a ser feito no e-CAC, em Declarações e Demonstrativos, depois Meu Imposto de Renda e, por fim, Solicitar restituição não resgatada na rede bancária. Os números do lote também foram divulgados pela Agência Brasil.

 

Link por SMS para “liberar” restituição não vem da Receita

Todo lote de restituição costuma ser seguido por mensagens falsas que imitam a Receita. O roteiro oficial descrito acima tem só três portas: Meu Imposto de Renda (no site ou no app), o e-CAC e o Banco do Brasil, no caso de reagendamento. Nenhuma dessas etapas pede pagamento de taxa, transferência por Pix ou cadastro de dados bancários por link recebido no celular.

Se chegar um SMS, e-mail ou WhatsApp dizendo que sua restituição está “bloqueada” e oferecendo um atalho para liberar, não clique. Digite você mesmo o endereço gov.br/receitafederal no navegador, faça login com a sua conta gov.br e verifique a situação por lá. Se alguém já pediu dinheiro em nome da Receita, registre boletim de ocorrência e avise seu banco.

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